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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Conversor BFO escutar SSB em rádio de ondas curtas.

Você tem um bom rádio de ondas curtas antigo, e gosta de escutar “curujar” estações de Radioamadores, dependendo da antena ligada em seu receptor e da faixa de frequência, e propagação ajudando pode-se ouvir Radioamadores do mundo inteiro, principalmente em 20 metros,  por volta dos 25 metros em seu dial alguns rádios já capta estas transmissões, sempre girando o variável para o começo da faixa desejada, os que não receba esta frequência alguns rádios tem que ajustar um pouco a bobina osciladora e de entrada de antena, comece com uma chave plástica ou de madeira girando lentamente o ferrite para baixo da forma, com o dial no meio da escala assim a frequência subirá e vai captar alguma transmissão de Radioamadores em SSB, depois de fazer o ajuste na bobina osciladora vá a bobina de entrada de antena, faça o mesmo porem observe se o sinal aumenta de intensidade vá girando o ferrite até um ponto em que começa a baixar o sinal, volte e deixe mais forte possível, LEMBRE-SE a antena é principal nesse processo, monte uma antena cortada para a frequência que deseja receber “corujar”, uma antena dipolo de 6 ou 8 metros de altura confeccionada com cabo coaxial de 50 ou 75 Ohm, e fio 1,5 ou 2,5 mm pode ser fio flexível ou rígido, você verá a grande diferença de ouvir ondas curtas com uma boa antena em seu receptor. Sobre o circuito: O circuito é simples e não necessita de ajustes críticos ao ouvir no receptor uma transmissão em SSB sintonize para ficar forte o sinal, ligue o conversor BFO e veja a diferença no áudio, com o variável do BFO no meio gire T1 até “clarificar” entender nitidamente o que esta sendo falado, sintonize a voz correta não deixe nem grave “grossa” nem aguda “fina” o áudio tem que está como ás rádios de AM, alguns Radioamadores gostam de ouvir os colegas com voz “grave” grossa, outros gosta de ouvir com voz aguda “fina”, isso é um erro, pois se ele estiver conversando “QSO” ouvindo o colega com voz grave “grossa” quando ele transmitir vai chegar para o colega com voz aguda “fina”, isso porque eles estão um fora da frequência do outro, vocês ouvirão muito isso em uma rodada de 3 ou mais Radioamadores, não quer dizer que para cada um que estiver fora de sintonia terá de regular T1, NÃO, regule T1 uma vez ás demais transmissões você clarifica no próprio rádio girando vagarosamente a sintonia, a sintonia em SSB é estreita, já o AM é larga, por isso gire bem devagar a sintonia, pode-se tentar uma sintonia no capacitor variável do BFO. T1 pode ser uma bobina de núcleo amarelo ou branco de 455 Khz, use só o primário, o transistor pode ser qualquer um NPN de uso geral, como BC 547, BC 548. O que acontece quando você liga o BFO ou oscilador de frequência de batimento, ele produz uma frequência próxima a 455 Khz que entra no canal de FI fazendo o batimento e recuperando a portadora que é suprimida em transmissões em SSB, pode ser em USB ou LSB. Resumo: Eu montei este mesmo circuito há muito tempo atrás, não coloquei variável, fiz a regulagem só em T1 e ficou muito bom, não notei variação de frequência do BFO, como a frequência é baixa é menos critica, já o receptor ele sim se desloca um pouco de frequência depois de muito tempo “corujando”, não precisei mexer no rádio instalei fora e liguei a saída do BFO na própria antena do meu antigo Motorádio, que por sinal tem uma boa recepção em ondas curtas, fica melhor ainda quando ligo a antena de 40 metros.
Pessoal o amigo Picco fez uma ótima conversão e está tudo prontinho em sua página:https://blogdopicco.blogspot.com.br/2017/05/como-converter-o-bosch-san-francisco.html vale a pena assistir os vídeos e ler toda matéria é muito importante para quem quer fazer a conversão de AM para SSB, CW.
Esquema original do BFO.
Se for ligar o BFO na mesma alimentação do rádio ou colocar dentro do rádio com uma chave ligando e desligando o BFO, não precisa ligar a saída do BFO a antena do receptor solde um pedaço de fio 20 cm, e enrole dentro do próprio rádio, pronto agora ajuste o BFO em T1 ao ouvir uma transmissão em SSB. Em alguns rádios externamente não precisa ligar na antena, é só deixar o fio por cima do receptor ou enrolar sem fazer contato na antena telescópica. Lembrando que a sintonia em SSB é bastante estreita, para sintonizar a voz você precisa ter paciência girando vagarosamente  lentamente a sintonia do receptor, faça testes sem o variável do BFO, em alguns rádios ao retirar a mão próximo do receptor ou tocar na antena a voz ficará ruim ou sairá de frequência, isso ocorre por que o receptor não tem o oscilador separado do circuito misturador, o que é bem comum em receptores comerciais, por isso bom mesmo é montar um receptor de respeito para esta finalidade. Bem espero que gostem dessas publicações deste mês, saiu atrasado.. 
Obrigado.
Waldir Cardoso.

Conversor OC e VHF de 15 a 50 Mhz

Publicado na revista Eletrônica total número 17 de 1990. De autoria do Sr. Newton C. Braga. Com este simples conversor podemos ouvir estações nas faixas de 30 metros a 2 metros ou mais em um simples rádio AM de ondas médias entre 540 a 1.600 Khz, só depende do montador em trocar os indutores e capacitores que determinam ás frequências como é o caso de C7, ele poderá variar de 100 pF a 2p2, dependendo da freqüência, quanto menor o capacitor maior será a freqüência sintonizada, a bobina L2  entre 15 a 30 Mhz enrole 10 ou 11 espiras de fio 22 AWG diâmetro 1 cm, núcleo de ar, para ouvir de 30 a 50 Mhz diminua para 6 ou 7 espiras do mesmo fio e forma, em L1 que é um microchoque de 10uH, que podemos fazer enrolando 20 espiras de fio 28 AWG, em um pequeno núcleo de ferrite de 0,5 cm de diâmetro e de 1 a 2 cm de comprimento. CV capacitor variável pode ser um pequeno para rádios AM FM usar uma cessão de FM no esquema versão 1, e usar ás duas cessões no esquema versão 2, o autor mostra a possibilidade de modificações no circuito para melhorar a recepção e ajuste, na saída do MOSFET em “D” colocamos L3 um choque de RF de 1mH no lugar de R4 10k, para construir L3 enrolamos de 150 a 200 voltas de fio 32 AWG em um resistor de alto 100k a 1M de meio watt, ou uma forma de ferrite de 0,5 cm diâmetro e 1 cm comprimento, vejam que temos duas bobinas ligadas em CV1 em L1 uma cessão de CV1 é para ajustar a entrada de antena ressonando na freqüência determinada, L1 deve ser montada em uma forma blindada TOKO de 10 mm, e deve ser com fio 34 ou 36, ou o próprio fio que esta nela, cuidado ao desmontar, no primário enrole entre 4 a 12 espiras, e secundário de 2 a 4 espiras conforme a freqüência escolhida, o diodo D2 dependendo da freqüência poderá melhorar a recepção contra interferências e freqüências indesejadas, podemos colocar um diodo 1N4148 como teste em uma das portas do MOSFET “G2” catodo para negativo, em L2  CV1 é ligado uma cessão para determinar a freqüência do oscilador local, CV1 é responsável pela sintonia do conversor, deixando o dial do rádio fixo entre 1.500 a 1.600 Khz sem estações, e ligando o conversor na entrada de antena do receptor podemos ouvir estações e outras transmissões na faixa determinada por CV1  L2, lembre-se de montar uma antena para a freqüência que deseja ouvir  “curujar” você vai ouvir também estações de Radioamadores e PX com som distorcido, e que eles estão transmitindo em SSB, e um radio AM não consegue ouvir nitidamente, a não ser colocando um BFO, oscilador de freqüência de batimento, ele faz o receptor recuperar a portadora suprimida em SSB nas suas transmissões, sem desviar do assunto, e  voltando ao nosso conversor. Em resumo: O conversor é bem simples e vale a pena queimar os dedos e ajustar ás bobinas escolher um determinada faixa e se divertir a valer, o MOSFET de porta dupla já amplifica bastante os sinais que entram pela antena precisando apenas serem sintonizados, podemos usar qualquer outro MOSFET de porta dupla comoBF 960, BF 961, BF 980, BF 981, BF 982, 3N 211, 3N 212,  3N 140, 40673, 40602, dentre outros MOSFETS com mesma configuração. Como costumo sempre dar um toque e procurar desenvolver mais os circuitos no intuito de melhorar, modifiquei o circuito acrescentando na entrada de antena um pré amplificador com BF 199, L1 agora só tem primário com mesma forma e fio já citado acima, na saída do MOSFET “D” agora L3 é sintonizada na freqüência de saída, ela deve ter a mesma forma e fio, ás espiras podem ser uma a mais que L1, conforme a freqüência, o capacitor pode ser um trimmer de 40 ou 100 pF de porcelana ou plástico, se alguém tiver um variável de FM grande de som residencial com 3 cessões poderá adaptar em L1, L2, e L3 para ligar em L3 ligue um capacitor em serie de 10 a 20 pF, faça testes. Para um bom desempenho melhor abrigar o conversor em uma caixinha metálica para o oscilador não receber influencia da nossa mão ao se aproximar do variável para sintonizar. ATENÇÃO: o MOSFET será o último componente a ser soldado, use ferro de máximo 30W, e seja rápido, observe se a carcaça do ferro não esta dando choque elétrico, queima  "fumina" o MOSFET. Lendo ás páginas da revista aqui publicada vocês vão entender mais sobre MOSFET de porta dupla com exemplos de soma e diferença de frequência, manuseio etc. a revista está para download no blog do amigo Picco que faz um belíssimo trabalho contribuindo para desenvolvimento da eletrônica "PARABÉNS" Picco. blogdopicco.blogspot.com.br/2015/02/revista-eletronica-total.html.
Capa da revista.
Esta eu baixei do blog do Picco.
Começa aqui. Leiam para entender como é o principio de um conversor e misturador de frequências com MOSFET de porta dupla.
Abaixo o autor explica como ás portas do MOSFET recebe ás frequências, nesse caso a diferença é para nosso conversor.
Abaixo como se comporta ás frequências entrando nas portas do MOSFET, 
Sugestões de modificações no circuito. Muito importante leiam.
Esquema original do conversor.
O layout das PCI do conversor, pode ser menor e trilhas mais grossa aterrar com negativo ás partes livres da PCI, se possível blinde todo oscilador por cima e baixo.

Sugestão do autor sobre o capacitor variável. Melhor de três cessões de FM. Observe também a antena. Melhor com cabo coaxial de 50 Ohm, e cortada para a frequência que se deseja ouvir.
Abaixo sugestão de ligação do conversor ao receptor de ondas médias.
Abaixo os cuidados no manuseio dos MOSFETS.
Esquema simples do conversor, a saída ligue a antena do receptor de OM.
Esquema modificação do autor em sintonizar a entrada de antena.
Esquema melhor elaborado com pré de antena e sintonia de saída, melhorando o circuito.
Então está o conteúdo total e esquemas atualizados do conversor de ondas curtas e VHF, como sempre digo que pode-se fazer melhorias no circuito só depende de cada um, desenhei mais dois esquemas com algumas sugestão de melhora-lo. Não se esperem muito sobre o oscilador local, melhor e estabilidade seria com cristal, dependendo dos componentes este oscilador poderá variar de frequência, por isso a importância de se blindar todo oscilador. Meus agradecimentos ao ilustríssimo Sr. Newton C. Braga pelos fabulosos projetos e dicas divulgados em revistas de eletrônica.
Muito obrigado.
Waldir Cardoso.